Pontos Positivos: Gráficos: Tão bonitos que dá vontade de chorar e abraçar meu monitor. As explosões parecem reais. Sério, meu gato pulou da cadeira achando que era um trovão. É tipo um filme de ação, só que você está nele (e morre muito). Destruição: A física da destruição é o melhor brinquedo desde o baldinho de praia. Destruir um prédio inteiro só porque um camper está no telhado? É meu novo esporte favorito. 10/10 na terapia da raiva. Veículos: Tanques, helicópteros, jatos... É o paraíso dos motoristas. Pena que eu só sei pilotar na linha reta e explodir instantaneamente. Mas a intenção é o que conta! Pontos Negativos (também conhecidos como "Coisas que Me Fizeram Gritar"): Bugs: Ah, os bugs clássicos de lançamento da EA. Às vezes, meu soldado decide que quer fazer breakdance em vez de atirar. Ou voar. Ou ficar preso dentro de uma parede. É a nova feature "Movimentos Aleatórios da Morte". O Sniper do Outro Lado do Mapa: Eu mal saio da base e já levo um tiro na cabeça de um cara que deve estar jogando de um satélite. O cara não está jogando, ele está espionando a galáxia. O Esquadrão: Eu sou um herói de guerra. Meus companheiros de esquadrão são... um grupo de patos confusos. Se eu pedir para me reviverem, eles provavelmente vão tentar me dar um abraço de urso e sair correndo. Resumo Bobo: Battlefield 6 é a prova de que a humanidade precisa de mais explosões na vida. Você vai ficar bravo, vai xingar em 5 idiomas diferentes e vai se perguntar por que gastou 70 dinheiros nisso. Mas aí você destrói um arranha-céu com um míssil e percebe: "É por isso." Compre. Grite. Repita. (E diga ao seu gato que está tudo bem, são só pixels.)
É possível que eu atualize essa análise conforme os novos episódios forem lançados, já que o jogo segue um cronograma de dois episódios por semana. Entendo a frustração de parte da comunidade com esse formato de lançamento — muita gente prefere ter o jogo completo logo de cara. Mas, pessoalmente, acho isso algo positivo. Essa divisão em episódios me lembra grandes séries do mercado e, na prática, mantém o hype vivo por mais tempo, criando uma expectativa gostosa a cada nova parte. Pra alguns pode ser frustrante, mas pra mim funciona muito bem e eu realmente gosto dessa sensação de acompanhar o desenrolar aos poucos. Falando do jogo em si: betbra exchange é impecável na construção de atmosfera e personagens. O tema é excelente, os gráficos, trilha sonora e efeitos sonoros são muito bem trabalhados e ajudam a imergir totalmente na experiência. Os personagens têm carisma e personalidades bem definidas, o que torna o universo mais rico e interessante. A decisão de combinar uma mecânica diferenciada com o sistema de múltipla escolha foi, na minha opinião, um acerto absoluto. Isso impede o jogo de se tornar repetitivo e faz com que a gente se envolva de verdade com a história e com os personagens. Se eu tiver que apontar algo negativo, é o peso das escolhas, que até o momento me parece pequeno. Quase todas as decisões acabam levando a caminhos parecidos. Eu gostaria que escolhas erradas pudessem trazer consequências reais — como perder o emprego, prejudicar uma relação ou até causar a morte de um personagem. Mesmo assim, betbra exchange é um jogo muito promissor. Recomendo sem hesitar, inclusive pelo preço cheio. Para quem curte os títulos da Telltale, este aqui é um prato cheio.